Coaching para Iniciantes – Reportagem na Você S/A


0007Coaching para iniciantes
O coaching, no momento das primeiras escolhas profissionais, pode ser o elixir perfeito para a cura de infelicidades futuras

Por Arthur Diniz

Em todas as minhas palestras e cursos uma pergunta se repete: “você acha que coaching só é útil para executivos e profissionais que já atingiram um certo patamar em suas carreiras?”. A minha resposta é sempre a mesma: “penso exatamente o contrário”. Coaching é a atividade especializada que ajuda profissionais a atingir suas metas. Antes disso, no entanto, é um trabalho que envolve uma profunda reflexão sobre tudo o que é importante em nossas vidas.Quando essa reflexão é feita no início da vida profissional, pode ser a melhor atitude preventiva contra uma carreira infeliz ou desencontrada. Fala-se muito hoje em dia no conceito de empregabilidade. Os jovens são incentivados e pressionados a perseguir uma formação específica como forma de diferenciação para que obtenham os “melhores” empregos. Isso faz com busquem avidamente complementar sua formação acadêmica com MBAs, mestrados, idiomas e outros. A idéia é ter uma formação completa e atingir o nível máximo de empregabilidade. Os pais mais ansiosos são os maiores “pressionadores” para que isso aconteça. Nessa busca frenética são deixados de lado todos os sonhos desses jovens.

Muitos me perguntam se isso é uma coisa ruim. Afinal, buscar a empregabilidade não é “o certo”? Creio que é importante ressaltar, aqui, que “o certo” não existe. Procurar tornar-se apto para o mercado de trabalho sem saber qual o objetivo desejado é a melhor forma de conseguir bons empregos e uma eterna infelicidade. Isto acontece porque as questões mais importantes do processo de escolha profissional não foram feitas: “o que eu quero fazer com a minha vida?”, “o que é importante para mim?”. Um MBA pode ser fantástico para algumas escolhas de carreira e praticamente inútil para outras. Sem esses questionamentos, geralmente o jovem vive uma situação de conflitos, quando encontra um trabalho bem remunerado mas que não lhe traz satisfação. Surgem oportunidades financeiramente excelentes, justamente porque ele adquiriu uma formação aprofundada – porém, que não sabia exatamente porque estava fazendo. Uma oportunidade puxa a outra e quando esse jovem – já não tão jovem – pára para analisar, se pergunta como será que chegou lá. Pode concluir que não gosta nem um pouco do que faz, mas já investiu tanto tempo e esforço naquela carreira, que a mudança se tornou um desafio de proporções dantescas.

Por tudo isso, acho que o coaching, no momento das primeiras escolhas profissionais, pode ser o elixir perfeito para a cura de infelicidades futuras. Ele pode acabar com a inversão de valores que ocorre nos momentos das primeiras decisões sobre carreira. No processo, o jovem vai ser levado a refletir sobre:

  • Qual a sua missão de vida?
  • Qual a sua visão de futuro da sociedade e de si mesmo?
  • Quais são os seus valores mais importantes?
  • Quais são seus sonhos e como você pode realizá-los?
  • Que tipos de atividades se adequam ao seu perfil comportamental?
  • O que é importante para você na sua carreira
  • O que você precisa fazer na sua vida para se considerar realizado?
  • Você tem potencial empreendedor?
  • O que é mais importante para você, dinheiro ou qualidade de vida?

Para nenhuma destas perguntas há respostas certas ou erradas, do mesmo jeito que não existem formações ou carreiras melhores do que outras por natureza. O coaching pode ajudar cada um a encontrar seu caminho, que é só seu. Sem regras nem preconceitos. É isso que eu chamo de migrar da empregabilidade para a “sonhabilidade”, ou seja, a capacidade de transformar seu sonho profissional em realidade, com sucesso. A empregabilidade se tornou uma ditadura com regras estritas a serem seguidas. A “sonhabilidade” nos deixa livres para fazer nossas escolhas. Os jovens sonham com mais facilidade, e se forem incentivados a seguir suas próprias opções, terão oportunidade de realizar seus sonhos. Com isso, todos poderemos voltar a sonhar com uma sociedade mais feliz. Viva a “sonhabilidade”.

Esta matéria foi obtida no site da Revista Você S/A, segue link da matéria original

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