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2010 – O Ano em que faremos contato…

Retrospectivas de 2009

O ano está quase no fim, com certeza vivemos muitas oportunidades de mudar nosso destino, e na grande maioria das vezes, ficamos apenas nas oportunidades, não transformamos isso em realidade.

É muito comum nesta fase do ano, pararmos um pouco para refletir sobre nossas atitudes, sobre nossas ações que tomamos para mudar nossas vidas. Esta reflexão, muitas vezes nos leva ao desanimo, nos leva a desmotivação, por perceber que poderíamos ter feito muitas coisas diferentes, mas que na verdade ficamos parados no mesmo lugar, sem conseguir dar um passo em direção aos nossos sonhos.

Porque é tão difícil dar este primeiro passo? Porque ficamos estagnados em uma situação que sabemos não levar a lugar nenhum? O que falta para que possamos encontrar o caminho ideal, para alcançar nossos sonhos, nossas realizações de vida?

Uma unica palavra é capaz de reverter toda esta situação, não de forma imediata, mas através de um intenso trabalho interior, capaz de mover montanhas.

Já é clássica a frase bíblica, que a “Fé pode mover Montanhas“, e é exatamente disso que estamos falando neste momento. Apenas se lamentar, não vai fazer com que o tempo retorne e que tenhamos a chance de refazer nossos passos. É preciso acreditar em nosso potencial, é preciso ter fé que podemos mais e mais, mesmo quando tudo diz o contrário. Mas aliada com a fé, precisamos também, e não sendo o menos importante, de Ação, de Atitude para fazer com que tudo aconteça a nossa volta.

2010 – O Ano em que faremos contato…

Estamos chegando em uma nova fase de nossa vida, um ano de mudanças, um ano de realizações, e só uma pessoa pode fazer com que este ano se torne real, e esta pessoa é você mesmo.

Este é o ano que determinamos para realizar nossos sonhos e nossas fantasias, por mais absurdas que elas possam parecer. É o ano que faremos contato com nosso interior, com nossa criança interior, aquela criança que não tinha medo de subir numa arvore, quando muitos diziam ser impossível, que não temia descobrir o desconhecido, entrar em grutas e correr sobre a grama, numa tarde de chuva. Falar da criança interior é um assunto que bem merece um novo artigo, que logo mais o farei.

O que fizemos de nossas vidas, nestes anos em que envelhecemos? E nossos sonhos, nossos desejos, nossas vontades? Foram tomadas por preocupações (pré-ocupação: se ocupar previamente com algo que ainda não aconteceu), tomadas por sentimentos mesquinhos e individualistas. Nos tornamos adultos, e como adultos, deixamos de sonhar, deixamos de acreditar, de ter fé.

2010 é o ano em que devemos resgatar nossas verdades, nossas virtudes esquecidas, e desta forma, resgatar a magia que tínhamos a alguns anos, a magia de querer, e realizar.

É possível ter um ano de realizações, é possível recuperarmos todo o tempo perdido, para que no final deste ano que se aproxima, possamos também parar para refletir, mas agora, refletir sobre tudo o que conseguimos obter, sobre nossas vitórias, e planejar, para os próximos anos, mais vitórias em nossa vida.

Que todos nós possamos ter boas lembranças deste, e de muitos outros anos que virão. E não apenas boas lembranças, mas também melhores perspectivas de futuro, para que possamos ter orgulho do que somos.

Complementem este artigo com seus comentários, sugestões, criticas, ou o que mais desejar. Sua participação é sempre muito agradável.

Sucesso a todos…

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Musicas Motivacionais – Alceu Valênça & Oswaldo Montenegro

Nem sempre uma musica para ser motivacional precisa necessáriamente ser agitada, cheia de calor e energia. As vezes, uma música mais calma, mais relaxante, pode muito bem servir para motivar, ainda mais quando remete a lembranças boas, que de alguma forma mexem com o nosso interior.

Na seqüencia, escolhi duas músicas que de alguma forma refletem as palavras acima, espero que vocês gostem das escolhas, e os agradecimento irão para meu Professor de TGA, que me fez recordar de uma das musicas, e para Recife, terra do sol, das aguas cristalinas e da energia sempre presente. Sem mais delongas, com vocês, Alceu Valênça & Vanderleia com La Belle de Jour, e Osvaldo Montenegro, com Metade…

La Belle de Jour

Metade

Abraços e Sucesso a todos…

Coaching e Educação – Caminhando Lado a Lado…

Coaching tem tudo a ver com educação. Para que uma pessoa possa alcançar o sucesso que tanto deseja, antes de mais nada é necessário que pratique a sua educação, em todos os sentidos da palavra. Vamos ver o que é educação:

Educação [do latim educatione] – 1. Ato ou efeito de educar-se, ou seja de alterar hábitos e atitudes, a partir dos conhecimentos e aptidões adquiridos. 2. Conjunto de processos e métodos que orientam o desenvolvimento natural, progressivo e sistemático de todas as forças do educando, desenvolvimento esse subordinado a um ideal de perfeição.

O que me levou a este assunto, foi um e-mail que recebi de uma amiga muito querida, (Obrigado Liliti), e que transponho para vocês refletirem um pouco sobre este assunto tão importante:

Palestra ministrada pelo médico psiquiatra Dr. Içami Tiba:

O palestrante é membro eleito do Board of Directors of the International Association of Group Psychotherapy. Conselheiro do Instituto Nacional de Capacitação e Educação para o Trabalho “Via de Acesso”. Professor de cursos e workshops no Brasil e no Exterior.

Em pesquisa realizada em março de 2004, pelo IBOPE, entre os psicólogos do Conselho Federal de Psicologia, os entrevistados colocaram o Dr. Içami Tiba como terceiro autor de referência e admiração – o primeiro nacional.

* 1º- Lugar: Sigmund Freud;

* 2º- Lugar: Gustav Jung;

* 3º- Lugar: Içami Tiba

  1. A educação não pode ser delegada à escola. Aluno é transitório. Filho é para sempre.
  2. O quarto não é lugar para fazer criança cumprir castigo. Não se pode castigar com internet, som, tv, etc…
  3. Educar significa punir as condutas derivadas de um comportamento errôneo. Queimou índio pataxó, a pena (condenação judicial) deve ser passar o dia todo em hospital de queimados.
  4. É preciso confrontar o que o filho conta com a verdade real. Se falar que professor o xingou, tem que ir até a escola e ouvir o outro lado, além das testemunhas.
  5. Informação é diferente de conhecimento. O ato de conhecer vem após o ato de ser informado de alguma coisa. Não são todos que conhecem. Conhecer camisinha e não usar significa que não se tem o conhecimento da prevenção que a camisinha proporciona.
  6. A autoridade deve ser compartilhada entre os pais. Ambos devem mandar. Não podem sucumbir aos desejos da criança. Criança não quer comer? A mãe não pode alimentá-la. A criança deve aguardar até a próxima refeição que a família fará. A criança não pode alterar as regras da casa. A mãe NÃO PODE interferir nas regras ditadas pelo pai (e nas punições também) e vice-versa. Se o pai determinar que não haverá um passeio, a mãe não pode interferir. Tem que respeitar sob pena de criar um delinquente.
  7. Em casa que tem comida, criança não morre de fome . Se ela quiser comer, saberá a hora. E é o adulto quem tem que dizer QUAL É A HORA de se comer e o que comer.
  8. A criança deve ser capaz de explicar aos pais a matéria que estudou e na qual será testada. Não pode simplesmente repetir, decorado. Tem que entender.
  9. É preciso transmitir aos filhos a idéia de que temos de produzir o máximo que podemos. Isto porque na vida não podemos aceitar a média exigida pelo colégio: não podemos dar 70% de nós, ou seja, não podemos tirar 7,0.
  10. As drogas e a gravidez indesejada estão em alta porque os adolescentes estão em busca de prazer.  E o prazer é inconsequente.
  11. A gravidez é um sucesso biológico e um fracasso sob o ponto de vista sexual.
  12. Maconha não produz efeito só quando é utilizada. Quem está são, mas é dependente, agride a mãe para poder sair de casa, para fazer uso da droga . A mãe deve, então, virar as costas e não aceitar as agressões. Não pode ficar discutindo e tentando dissuadi-lo da idéia. Tem que dizer que não conversará com ele e pronto. Deve ‘abandoná-lo’.
  13. A mãe é incompetente para ‘abandonar’ o filho. Se soubesse fazê-lo, o filho a respeitaria. Como sabe que a mãe está sempre ali, não a respeita.
  14. Se o pai ficar nervoso porque o filho aprontou alguma coisa, não deve alterar a voz. Deve dizer que está nervoso e, por isso, não quer discussão até ficar calmo. A calmaria, deve o pai dizer, virá em 2, 3, 4 dias. Enquanto isso, o videogame, as saídas, a balada, ficarão suspensas, até ele se acalmar e aplicar o devido castigo.
  15. Se o filho não aprendeu ganhando, tem que aprender perdendo.
  16. Não pode prometer presente pelo sucesso que é sua obrigação. Tirar nota boa é obrigação. Não xingar avós é obrigação. Ser polido é obrigação. Passar no vestibular é obrigação. Se ganhou o carro após o vestibular, ele o perderá se for mal na faculdade.
  17. Quem educa filho é pai e mãe. Avós não podem interferir na educação do neto, de maneira alguma. Jamais. Não é cabível palpite. Nunca.
  18. Muitas são desequilibradas ou mesmo loucas. Devem ser tratadas. (palavras dele).
  19. Se a mãe engolir sapos do filho, ele pensará que a sociedade terá que engolir também.
  20. Videogames são um perigo: os pais têm que explicar como é a realidade, mostrar que na vida real não existem ‘vidas’, e sim uma única vida. Não dá para morrer e começar de novo. Não dá para apostar tudo, apertar o botão e zerar a dívida.
  21. Professor tem que ser líder. Inspirar liderança.  Não pode apenas bater cartão.
  22. Pais e mães não pode se valer do filho por uma inabilidade que eles tenham. ‘Filho, digite isso aqui pra mim porque não sei lidar com o computador’. Pais têm que saber usar o Skype, pois no mundo em que a ligação é gratuita pelo Skype, é inconcebível pagarem para falar com o filho que mora longe.
  23. O erro mais frequente na educação do filho é colocá-lo no topo da casa. O filho não pode ser a razão de viver de um casal. O filho é um dos elementos. O casal tem que deixá-lo, no máximo, no mesmo nível que eles. A sociedade pagará o preço quando alguém é educado achando-se o centro do universo.
  24. Filhos drogados são aqueles que sempre estiveram no topo da família.
  25. Cair na conversa do filho é criar um marginal. Filho não pode dar palpite em coisa de adulto. Se ele quiser opinar sobre qual deve ser a geladeira, terá que mostrar qual é o consumo (KWh) da que ele indicar. Se quiser dizer como deve ser a nova casa, tem que dizer quanto isso (seus supostos luxos) incrementará o gasto final.
  26. Dinheiro ‘a rodo’ para o filho é prejudicial.  Mesmo que os pais o tenham, precisam controlar e ensinar a gastar.
Frase: “A mãe (ou o pai!) que leva o filho para a igreja, não vai buscá-lo na cadeia!
Fica a todos esta reflexão, sobre a importância dos pais na educação dos filhos, para que eles se tornem pessoas de sucesso, que lutam por seus objetivos e sabem onde desejam chegar…
Abraços e Sucesso sempre…

Mais Quadrinhos para Reflexão – Mafalda

Outra personagem de tirinhas que acho fenomenal, é a Mafalda, com suas sacadas inteligentes e suas reflexões sobre política, preconceitos e a vida em geral. Segue abaixo uma seqüencia escolhida a dedo para nossos visitantes:

mafalda1

Os dogmas fortalecidos pelas tradições fortalecem os valores dos seres humanos?

Já falamos algumas vezes sobre valores aqui neste espaço, textos que podem ser vistos aqui e aqui, e também, falamos sobre a influência dos dogmas e das tradições, que também pode ser visto aqui. Este último texto levantou outra questão da parte de uma leitora, que descrevo a seguir: “Os Dogmas, fortalecidos por certas tradições, fortalecem os valores dos seres humanos?”. Vamos fugir um pouco dos valores como qualidade de vida, totalmente voltado para o desenvolvimento humano, e vamos utilizar este tema para filosofar um pouco sobre a questão levantada.

Primeiramente, vamos apenas recapitular um pouco sobre os valores. Para o desenvolvimento humano, os valores são ferramentas de grande importância para o sucesso de um individuo. Quando ele cria metas, onde seus valores podem ser utilizados para na busca de resultados, suas chances se tornam maiores. Então, podemos chegar à conclusão de que os valores, quando bem posicionados, servem de alavanca para a ascensão de um individuo. Já os dogmas, como nós relacionamos no artigo anterior, são uma espécie de fundamentalismo intelectual. Os dogmas expressam verdades certas, indubitáveis e não sujeitas a qualquer tipo de revisão ou crítica. Neste mesmo artigo, também tiramos algumas conclusões a respeito da relação entre dogmas e tradições, concluindo que eles mantêm uma relação de fortalecimento, por parte das tradições, tornando os dogmas um elemento concreto no dia a dia das pessoas.

Já entrando na questão levantada para este artigo, de que forma, (caso seja realmente isso que aconteça), os dogmas podem influenciar nos valores das pessoas?

Realmente, acho que os valores estão em um patamar superior aos dogmas e as tradições. Enquanto estes últimos, são partes da coletividade, fazem parte de “regras” da sociedade, criadas e estruturadas durante um grande período de tempo, os valores são algo pessoal, que vem de cada individuo, e se fortalece unicamente pelo seu uso constante e pela disposição do individuo em praticar seus próprios valores.

Podemos utilizar como exemplo, o ato de roubar. Independente dos dogmas e tradições existentes em torno deste assunto, o que realmente fará a diferença entre o individuo que pratica o ato de roubar, e o que não o pratica, são os seus valores pessoais. Um indivíduo com seus valores corrompidos, não se importam em agir contrario aos dogmas que afirmam que roubar é errado, e vai praticar este ato, sem se preocupar com as conseqüências que poderão surgir. Já um indivíduo, com seus valores centrados, que tem como pilar destes valores a “honestidade”, sabem que este ato é inadmissível, e se colocará sempre em oposição a executá-lo, por mais que a situação ao seu redor seja favorável.

Ao meu ponto de vista, os valores são superiores aos dogmas, já que é através destes valores que podemos analisar, sem um pré-julgamento, as pessoas de forma individual, quando os dogmas fazem uma analise da sociedade, com suas “certezas”.

Os valores são os pilares para o desenvolvimento humano pessoal, valores como “família”, “honestidade”, “amizade”, “respeito”, são com certeza acima de dogmas impostos pela sociedade, pois são elementos básicos para uma estrutura sadia e sustentável. Se cada indivíduo, por si só, trabalhar os seus valores, sem trair sua própria natureza cultura humana, com certeza não teríamos que nos basear em dogmas criados para um conjunto da massa, para ter uma sociedade mais justa e honesta com si mesma.

Espero que tenha sido claro em meus levantamentos, e desejo a todos uma vida de sucesso, sempre.

Video Motivacional para terminar a Semana

Deixo para todos os meus visitantes, um video motivacional que encontrei na internet. Espero que todos tenha um otimo final de semana, e que a proxima seja de muito sucesso e luz para todos. Antes que eu me esqueça, Segunda-Feira é feriado, por este motivo não teremos nenhum post para este dia, e a musica motivacional da semana ficará para terça-Feira.

Abraços a todos e tenham um ótimo final de semana.

Ao video:

Trabalhando com Sonhos – Textos Motivacionais

A nossa relação conosco e com o mundo é influenciada basicamente pela nossa mitologia pessoal – um sistema de crenças, valores e imagens organizado ao redor de um tema central.
Esses mitos explicam como o mundo funciona, estabelecem vínculos do indivíduo com a sociedade e apoiam suas necessidades existenciais.
Construímos a partir destes mitos, uma versão do mundo, que tomamos como sendo a realidade.
Esta distorção perceptiva é conseqüência de estarmos inconscientes dos mitos que formam nossa visão das coisas.
O resultado é a criação constante de conflitos entre o indivíduo e o mundo à sua volta.
Compreendendo que nossa mitologia pessoal pode tanto trazer equilíbrio quanto perpetuar a dor e a confusão em nossas vidas, podemos utilizar os sonhos para:
– perceber os conflitos decorrentes de nossa mitologia pessoal
– aproveitar, dos elementos do mito oposto, aqueles que ofereçam alternativas à nossa visão habitual.
Existem muitas possibilidades para explicar o potencial criativo dos sonhos.
As principais hipóteses consideradas e estudadas atualmente são:
os sonhos têm acesso a memórias esquecidas e a memórias apenas vagas;
os sonhos combinam de modo novo elementos da experiência pessoal, valendo-se de símbolos poderosos e/ou imagens bizarras.
Resumidamente podemos dizer que:
Os sonhos não têm símbolos universais.
Nos sonhos, as ações nunca são acidentais.
Os sonhos contém informações importantes e desconhecidas para aquele que sonha.
Cada sonho nos oferece possibilidades novas de nos compreendermos.
Quase todo sonho revela a dinâmica de vida do sonhador.
A função do sonho é explorar o impacto emocional das experiências vividas.
Os sonhos nos revelam como nossa consciência se organiza á noite, para nos tornar conscientes de nossos sentimentos.
Acredita-se que analisando os sonhos podemos compreender muito de nossos conflitos.
Para isso precisamos desenvolver as seguintes habilidades:
habilidade de reexperienciar os sentimentos vivenciados em seus sonhos.
reconhecer áreas de sua vida atual que suscitam emoções similares ao do sonho.
evitar interpretar o sonho pois isso seria segundo nossa mitologia pessoal que é a fonte do conflito.
ser capaz de identificar metáforas, trocadilhos e ações simbólicas, pois é desta maneira que são revelados em nossos sonhos os aspectos conflitantes de nossas vidas.
Autor: Roberto Ziemmer

sonho

A nossa relação conosco e com o mundo é influenciada basicamente pela nossa mitologia pessoal – um sistema de crenças, valores e imagens organizado ao redor de um tema central.

Esses mitos explicam como o mundo funciona, estabelecem vínculos do indivíduo com a sociedade e apoiam suas necessidades existenciais.

Construímos a partir destes mitos, uma versão do mundo, que tomamos como sendo a realidade.

Esta distorção perceptiva é conseqüência de estarmos inconscientes dos mitos que formam nossa visão das coisas.

O resultado é a criação constante de conflitos entre o indivíduo e o mundo à sua volta.

Compreendendo que nossa mitologia pessoal pode tanto trazer equilíbrio quanto perpetuar a dor e a confusão em nossas vidas, podemos utilizar os sonhos para:

– perceber os conflitos decorrentes de nossa mitologia pessoal

– aproveitar, dos elementos do mito oposto, aqueles que ofereçam alternativas à nossa visão habitual.

Existem muitas possibilidades para explicar o potencial criativo dos sonhos.

As principais hipóteses consideradas e estudadas atualmente são:

  • os sonhos têm acesso a memórias esquecidas e a memórias apenas vagas;
  • os sonhos combinam de modo novo elementos da experiência pessoal, valendo-se de símbolos poderosos e/ou imagens bizarras.

Resumidamente podemos dizer que:

  • Os sonhos não têm símbolos universais.
  • Nos sonhos, as ações nunca são acidentais.
  • Os sonhos contém informações importantes e desconhecidas para aquele que sonha.
  • Cada sonho nos oferece possibilidades novas de nos compreendermos.
  • Quase todo sonho revela a dinâmica de vida do sonhador.
  • A função do sonho é explorar o impacto emocional das experiências vividas.
  • Os sonhos nos revelam como nossa consciência se organiza á noite, para nos tornar conscientes de nossos sentimentos.
  • Acredita-se que analisando os sonhos podemos compreender muito de nossos conflitos.

Para isso precisamos desenvolver as seguintes habilidades:

  • habilidade de reexperienciar os sentimentos vivenciados em seus sonhos.
  • reconhecer áreas de sua vida atual que suscitam emoções similares ao do sonho.
  • evitar interpretar o sonho pois isso seria segundo nossa mitologia pessoal que é a fonte do conflito.
  • ser capaz de identificar metáforas, trocadilhos e ações simbólicas, pois é desta maneira que são revelados em nossos sonhos os aspectos conflitantes de nossas vidas.

Autor: Roberto Ziemmer

De que forma o Dogmatismo e as tradições se complementam?

dogmaDe um modo geral, o dogmatismo é uma espécie de fundamentalismo intelectual. Os dogmas expressam verdades certas, indubitáveis e não sujeitas a qualquer tipo de revisão ou crítica.”, e “Tradição mais precisamente é uma transmissão oral de lendas ou narrativas ou de valores espirituais de geração em geração. Uma crença de um povo, algo que é seguido conservadoramente e com respeito através das gerações. Uma recordação, memória ou costume.(Trechos retirados da Wikipédia)

Analisando as duas frases acima, podemos começar a tecer alguns comentários a respeito de dogmas e tradições. Ao invés de responder diretamente a questão levantada no titulo deste artigo, vou tentar comparar os dois conceitos analisados, e nas comparações, encontrar pontos onde eles se complementam, ou seja, como o dogma e a tradição se suportam mutuamente.

É mais fácil, começarmos a falar das tradições, e dentre todas as tradições que conhecemos, sendo participantes ou não, vou começar com talvez a que seja mais polemica, as Tradições Religiosas.

Falando sobre tradições religiosas, podemos levantar alguns assuntos, como por exemplo, o celibato, por parte dos sacerdotes católicos, o casamento de branco, que mostra a pureza da noiva, a confissão, que auxilia a livrar as almas pecadoras de seus fardos, entre muitas outras tradições que se criaram e se fortaleceram durante os séculos em que foram praticadas. Estes são exemplos de tradições, mas e o dogma, onde entra o dogma juntamente com estas tradições?

De meu ponto de vista, após muita leitura e racionalização dentro deste assunto, é de que os dogmas andam em conjunto com as tradições, e são estas, que com seu uso constante, fortalece e cria os dogmas que encontramos hoje. Em relação ao exemplo acima, é tradição que os sacerdotes devem manter seu celibato, mas esta tradição é tratada como um dogma, que afirma cegamente que o sacerdote que contrariar a esta tradição não terá para si um lugar no reino dos céus. Da mesma forma, os outros exemplos são tradições, onde também podemos encontrar seus dogmas caminhando lado a lado. O casamento de branco, exemplificando a pureza, que como dogma transpassa a certeza de que as mulheres que não mais são puras, não merecem a benção de Deus em sua união, e no ultimo exemplo, onde atesta que os fieis que não buscarem a redenção na confissão, também não será merecedor do perdão divino.

Estes são apenas alguns exemplos, mas podemos encontrar muitos outros exemplos em diversas outras situações, como as tradições que existem junto ao serviço militar, com seus dogmas andando em compasso, ou as tradições de cada povo, em cada região, criando também dogmas que se fortalecem, a cada instante em que a tradição é posta a vista.

Desta forma, não creio que a palavra “complemento”, seja a mais adequada para se utilizar no contexto dos dogmas e das tradições, acho que seria mais apropriado utilizar o termocomensalismo”, já que os dogmas precisam das tradições para se fortalecer, já as tradições, se fortalecem por si mesmas, junto ao seu povo, e independem dos dogmas para existirem.

Cultura e Natureza Humana

natureza

Quais culturas compõem nossa propria cultura?

Se formos analisar a pergunta acima, torna-se muito claro que não existe uma resposta simples. A cultura brasileira é uma mistura de muitas outras culturas, uma miscigenação que ocorre desde o tempo de seu descobrimento, a mais de 500 anos. Desde que o primeiro aventureiro chegou às terras brasileiras, ainda desconhecidas, descobriu um novo mundo onde predominava uma única cultura, a cultura dos índios “selvagens” que por aqui habitavam e coexistiam com a natureza.

Estes colonizadores trouxeram em suas bagagens, uma nova cultura, já influenciada por muitos anos de existência, e a partir deste momento, começou a grande mistura de idéias dentro deste nosso território. No principio, a cultura dos nativos foi subjugada, dando se prioridade para a cultura do velho mundo que por aqui se instalava, com a mudança de nosso idioma natal, como também de nossa forma de vida. Após anos de um “massacre” cultural, logo predominava a nova cultura, mas sem deixar de ainda existir reminiscências da cultura nativa, que se adaptou de forma a incorporar as novas idéias trazidas de além-mar, e formar assim o começo de uma nova linguagem.

O tempo seguia seu curso natural, quando começaram a adentrar os primeiros navios negreiros, que foram buscar em outro continente (uma cultura totalmente nova), mão de obra barata para suprir a quantidade de trabalho e exploração aqui realizados. Com a entrada dos escravos em nossa cultura, já subjugada pela cultura do velho mundo, houve uma nova adaptação de nosso modo de viver, onde o confronto das culturas, umas mais fortes e predominantes, outras já em estado final, criaram novamente uma linguagem corporal e existencial diferente de qualquer outra existente.

Além destas intervenções bem conhecidas, podemos citar muitas outras que ocorreram nos anos que se seguiram, como por exemplo, a invasão de nossas terras pelas demais culturas: italiana, japonesa, holandesa, entre muitas outras. O Brasil, como nós conhecemos, se tornou um “porto sem dono”, onde se criou uma sociedade mista, com influencia cultural vinda de cada canto do globo.

Não é possível ainda, analisar os benefícios ou malefícios que isso causou a todos nós, pois apesar desta invasão existente desde o principio ter destruído com a cultura pré-existente, também trouxe muito mais conhecimento, proporcionando o surgimento de um povo que tem um pouco de cada país, um pouco de cada continente, um pouco de cada cultura do planeta.

Mesmo cada vez mais raro, ainda é possível ver os mitos nacionais, dentro do folclore, descobrir o conhecimento de gente da terra, que superou a influencia externa e ainda mantém vivo dentro de si a cultura original, e tudo isso, mesclado com novas culturas, novos símbolos, novas crenças e expressões.

A influência disso tudo, não é apenas sobre mim, mas sim sobre cada individuo que coexista neste território. E ao mesmo tempo em que toda essa mistura de culturas e sabores faz bem e proporciona um maior conhecimento sobre a vida, também é importante destacar as nossas origens, a nossa “brasilidade”, e respeitar ambas as situações, coexistir em meio a todas estas culturas, com uma personalidade própria e saudável, pois não importa realmente a cultura em que vivemos, e sim, o que fazemos de nossa vida, de acordo com a nossa cultura.

Abraços e sucesso sempre…

Quando deixei de ver a lua

Num final de noite frio, de noite estrelada, um homem dirige seu carro pelas ruas da cidade.
 
No banco de trás ele carrega um tesouro: seu filhinho de 2 anos de idade.
 
Parados no semáforo, ele observa que o filho está com o olhar fixado no alto, longe, para fora da janela.
 
Uma luz azul suave adentra o veículo, iluminando o rosto da criança, proporcionando uma beleza sem igual para o pai apaixonado.
 
Então, com aquela voz tenra, a voz pequena da descoberta das primeiras palavras, o filho diz: lua.
 
Sim, é mesmo! – diz o pai. É a lua! Que linda é a lua, não é, meu filho?
 
A criança nada responde, e continua observando, encantada, o satélite natural da Terra.
 
As crianças sabem que o belo precisa ser contemplado, e que qualquer palavra é pequena e insuficiente para descrevê-lo.
 
Após isto, o pai torna o olhar para fora também, e consegue observar a maravilha de uma noite enluarada de outono.
 
Consigo então pensa: Quando deixei de ver a lua?…
 
Lembrou-se que fazia muito tempo, desde a última vez que pôde contemplar o fulgurante brilho lunar.
 
Será que me esqueci da lua?… Ela certamente não esqueceu de mim, pois há pouco conversava com meu filho, em pensamento…
 
* * *
 
Os dias tumultuosos; os muitos afazeres; as preocupações. Tudo isso pode nos fazer perder um pouco o contato com a natureza, e com as coisas simples da vida.
 
Começa o ano, quando vemos já é março, já é junho… E nesse tempo todo – pois é muito tempo – não pudemos ver o céu estrelado, um pôr do sol, ouvir um pássaro cantar…
 
Faltou tempo, alegamos, quando na verdade faltou oportunidade. E quem é capaz de criar tais oportunidades? Somos nós apenas, ninguém mais.
 
O contato com a natureza nos renova as forças, nos proporciona momentos de reflexão, de pensamentos mais leves, despretensiosos até…
 
Tudo isso faz bem à alma e ao corpo. O ser humano precisa recarregar suas energias, constantemente, e Deus nos deu diversas fontes inesgotáveis de tais recursos.
 
Uma volta na quadra a passos lentos; um piquenique sem hora para começar ou terminar; alguns minutos de brincadeira com os filhos…
 
Um jantar surpresa, a dois; uma visita a alguém querido; um final de semana sem TV ou Internet…
 
Não podemos nos deixar ser simplesmente consumidos, pelo mundo moderno e suas neuroses atuais.
 
A vida é muito mais que acordar, trabalhar, alimentar-se, usufruir de pequenos prazeres, dormir…
 
Estamos aqui, na Terra, com objetivos muito claros e nobres. Estamos aqui para crescer, para nos transformar em pessoas de bem através do amor.
 
Se nos esquecemos disso passamos a ser espécies de zumbis sociáveis, afogados em mil afazeres, sempre fazendo algo – sem tempo para nada – mas, vazios, tristes, depressivos.
 
Assim, não deixe de ver a lua, de notar as estrelas, e de se maravilhar com elas.
 
Não deixe de estar de corpo e alma com quem você ama; não deixe de observar a natureza, e escutar o que ela sempre tem a lhe dizer.