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Os Sabotadores! Inimigos de nosso Sucesso. (Parte 3)

De todas as crenças limitantes, a mais comum é o que poderiamos chamar de Grilo Falante. Quem aqui se lembra do desenho do pinoquio, o boneco de madeira que ganhou vida? Quando a Fada Azul lhe tocou com a vida, junto com este dom lhe deu o Grilo Falante, para ser a sua consciencia. Em nosso caso, em vez de termos um grilo falante como consciencia, o que temos na verdade é outro bichinho que invade nossos pensamentos constantemente, é o que chamamos de “critico interno”

O critico interno é aquele cara do contra, extremamente responsável, que literalmente nos impede de voar. Sempre que pensamos em fazer alguma coisa, eis que surge o critico interno com recomendações, avisos de que não vai dar certo, conselhos para que não tentemos realizar o “impossivel”. Quero deixar claro antes de prosseguir, que este não é um artigo para difamar nossa consciencia, ela é muito importante e nos ajuda a tomar as decisões certas, mas devemos saber diferenciar quando é um aviso de nossa consciencia, e quando é um critico interno que ddeixamos se alojar em nosso pensamento.

O primeiro passo, é detectar os padrões de atividade de nosso critico interno, e esta é uma tarefa muito facil. basta pensar em realizar algo, que ele logo surge com frases prontas do tipo:

  • Eu nunca vou conseguir realizar meus objetivos;
  • Eu nunca terei sucesso em minha vida;
  • Eu sou um fracasso e não posso mudar isso;
  • Entre muitas outras…

O jeito mais facil de lidar com esta situação, é antes de tudo tratar o critico interno como um ser externo a nós mesmos. Quem gosta de desenhos antigos, deve se lembrar dos episodios de Tom e Jerry, onde as vezes surge um anjinho e um demoniozinho aos ombros, duelando entre si para controlar determinada situação. É bem este o caso, vamos dar formas a nossos criticos internos, e a partir deste momento, monitorar suas atuações.

Descubra o padrão, a frequencia com que ele te interrompe, se necessário (o que realmente é sempre muito bom) tenha um diario onde você possa anotar as frases que surgem nestes momentos, e com que frequencia elas brecam o seu desejo de prosseguir em busca de suas metas.

Escolha as frases que mais incomodam no momento, ou que tenham um efeito mais drastico em sua vida, e crie novas formas contraria de pensar. Veja estes exemplos:

Critico Interno: Eu nunca vou conseguir realizar meus objetivos
Retaliação: É mentira, eu ja realizei objetivos muito maiores, este é só mais um que eu vou conseguir realizar.

Critico Interno: Eu nunca terei sucesso em minha vida
Retaliação: Eu sou uma pessoa de sucesso, e posso chegar muito mais longe do que já cheguei até agora.

Critico Interno: Eu sou um fracasso e não posso mudar isso
Retaliação: Eu posso ter tido alguns fracassos no passado, mas isso so me fortalece e me prepara para alcançar o meu sucesso.

Estes são alguns exemplos que podemos seguir em nossa vida, mas o ideal é criarmos nossas proprias frases de retaliação, e começar a incomodar o critico interno que reside dentro de nós.

Este programa deve seguir até o momento em que as “vozes” não nos incomodem mais. Com o tempo, o critico interno vai se cansar de lutar contra nosso pensamento positivo e vai desaparecer. É importante sempre manter-mos nosso diario atualizado, para que possamos acompanhar o progresso e adequar as situações quando algo não estiver indo pelo caminho que determinamos.

Este é o processo fácil de eliminar o critico interno, mas as vezes, eles estão tão enraizados dentro de nós, em forma de pensamentos negativos, que precisamos de uma dose maior de estimulo para elimina-los. Vamos aprender uma técnica um pouco mais “impactante”, que pode funcionar muito bem em casos extremos.

Interrompendo Padrões de Pensamentos Negativos

  1. Defina um padrão de pensamento negativo que esteja presente em sua vida, atrapalhando o seu desenvolvimento.
  2. Determine uma forma fisica de interromper este pensamento, no momento em que ele ocorrer. Aqui você pode utilizar de sua imaginação e do bom senso. Você pode por exemplo gritar para si mesmo “Pare”, sempre que ocorrer este pensamento, o que vai interromper sua forma de pensar. Logicamente que não seria nada agradavel, se no meio de uma reunião junto aos seus superiores na empresa, você gritasse “Pare”, sem nexo nenhum para os presentes. No máximo o que você conseguiria com isso seria a visita em um psicologo. Neste caso, tente utilizar outras opções de interrupção, como por exemplo um elastico no pulso, e cada vez que surgir o pensamento negativo, puxa-lo e solta-lo causando a interrupção, ou também um beliscão discreto em alguma parte do corpo. Eu tenho uma técnica que funciona muito bem comigo, que é quando um pensamento negativo começa a se formar, eu estralo so dedos da mão, é como um gatilho que desvanece o pensamento, e ajuda a acalmar a mente me dando tempo para formular o pensamento positivo oposto, que é o terceiro passo.
  3. Determine um novo pensamento para substituir sempre que interromper o pensamento negativo. Nosso cerebro é um bloco de papel, que necessita sempre ter algo preenchido, e quando interrompemos uma forma de pensamento, automaticamente nosso cerebro começa a elaborar um novo pensamento para ocupar o lugar do anterior. neste momento devemos tomar o controle e determinar que pensamento ficará no lugar, não dando espaço para que um novo padrão negativo comece a se formar.
  4. Faça um acompanhamento diario sobre o pensamento negativo, verifique se sua frequencia diminui com o passar do tempo, de forma a efetivar o pensamento novo escolhido.

Este exercicio deve ser feito até que os pensamentos negativos sejam eliminados, um a um, fazendo com que possamos através de pensamentos positivos, alcançar nosso sucesso tão esperado.

Espero que esta serie de artigos possam ter esclarecido um pouco mais sobre as crenças limitantes, idéias fixas e criticos internos. e desta forma, estejamos cada dia mais preparados para alcançar o maior objetivo que nos espera num futuro próximo, o do Sucesso pessoal e Profissional.

Qualquer dúvida a respeito deste, ou de outros artigos em nosso blog, não deixe de comentar sua dúvida. estamos sempre atento para oferecer um conteudo claro e dinamico, respondendo a dúvidas e ajudando no que for possivel no seu desenvolvimento.

Abraços e Sucesso Sempre a todos….

O que são Ritos – O Pequeno Principe nos Ensina…

Recordando o artigo anterior, lembro-me de ter citado a importância de determinar uma hora para praticar seus novos hábitos, e então me recordei de uma passagem no livro do pequeno príncipe, quando ele encontra a raposa, que explica muito bem este processo e a sua importância. O texto completo é um pouco longo, por isso decidi apenas colocar o trecho citado, com um link para o blog Inatitude, onde você poderá encontrar a história do pequeno príncipe por completo.

Vamos ao trecho:

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“… – Por favor… cativa-me! disse ela.

– Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
– A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
– Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.
– É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto…

No dia seguinte o principezinho voltou.

– Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração… É preciso ritos.
– Que é um rito? perguntou o principezinho.
– É uma coisa muito esquecida também, disse a raposa. É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, possuem um rito. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira então é o dia maravilhoso! Vou passear até a vinha. Se os caçadores dançassem qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu não teria férias!

Assim o principezinho cativou a raposa…”

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Espero que tenham gostado, e que possa ter esclarecido um pouco mais sobre o processo dos seis passos.

Abraços e Sucesso A todos…

Você pode mudar sua vida hoje mesmo…

Entre em contato com nossa equipe e agende um horário para realizar a sua primeira sessão de Coaching. A primeira sessão é gratuita, e nela, você pode tirar todas as suas duvidas, e principalmente, descobrir de que maneira pode mudar de vida este ano.

Não perca mais tempo, entre em contato hoje mesmo.

Abraços e Sucesso a Todos…

Mudanças no visual do Life Coaching…

Estamos dando uma reformulada em nosso blog, para acompanhar o Ano Novo, e já temos algumas melhorias implantadas.

Selo de Pergunte ao Coach: Agora, ficou muito mais fácil você tirar as suas dúvidas a respeito dos assuntos tratados em nosso blog. Basta clicar no Selo ao lado, na barra lateral, que você irá diretamente para nosso canal de comunicação. Ficou muito mais fácil comentar em nossos artigos. Não perca tempo, faça sua pergunta hoje mesmo ao Coach, que estaremos sempre prontos para responder.

Classificação e Avaliação das Postagens: Agora também você pode avaliar nossos artigos através de estrelas. Desta forma, ficou muito mais fácil localizar um artigo que tenha tido bastante influencia, com um maior número de visitação e aceitação dos leitores.

Mudança nos Layouts de Banners de Divulgação: Os banners de divulgação de nossos serviços estão mais simples e agradáveis de se ver. Saiba mais sobre o Coaching com as informações destes banners, e aproveite para entrar em contato conosco.

O Sol das Almas

É pelo amor, sol das almas, que Deus mais eficazmente atua no mundo.

Você já notou como um belo dia de sol consegue nos fazer bem? A temperatura pode estar baixa, mostrando os prenúncios do inverno, mas mesmo assim o brilho intenso da estrela solar consegue nos trazer ânimo e esperança.

Algum poeta apaixonado poderia dizer que os raios solares são como um abraço do Criador, fazendo-nos acreditar que estamos seguros, que estamos protegidos.

Mas é através de um outro sol, um sol interior, que o pai mostra-se mais presente em nossas vidas: o amor.

O amor encontrado no coração do homem, manifestado em seus pensamentos e ações; o amor “condição indispensável” para que tudo na vida faça sentido, e tenha valor.

Paulo de Tarso, em sua carta ao povo da cidade de Corinto, afirmava que se não houvesse amor em suas ações, elas não teriam validade, e que se não existisse amor em sua alma, ela nada seria.

O apóstolo ainda trazia a aplicação prática deste ensino, dizendo que “o amor é paciente”, mostrando-nos a virtude da paciência, esta disposição íntima que nos faz esperar com calma, que nos auxilia a evitar a precipitação, que não é passiva, mas é atuante e dinâmica.

“O amor é benigno”, isto é, ele deve irradiar de nossa casa interior, para iluminar outros lares através da caridade, da intenção de fazer feliz aqueles que estão ao nosso redor.

“O amor não arde em ciúmes”, não guarda o sentimento de posse sobre ninguém, pois sabe que não possuímos as pessoas, e que se as amamos, devemos libertá-las.

“O amor não se orgulha, nem se ensoberbece”, é humilde, e faz com que saibamos o nosso devido lugar, conhecendo nossas imperfeições e reconhecendo as dificuldades do próximo, e jamais nos proclamando melhores que alguém.

“O amor não se conduz inconvenientemente”, é delicado, sensível, e se expressa nas pequenas coisas, nas pequenas ações, que são invisíveis aos olhos do mundo, mas que para Deus demonstram nosso interesse e preocupação com as outras pessoas.

“O amor não procura seus interesses”, é espontâneo, não age visando a vantagem, a recompensa. Ele simplesmente ama, se doa, sem exigir retorno.

“O amor não se exaspera”, é tolerante, compreensivo, e sabe que necessitamos compreender as dificuldades alheias, pois todos, sem exceção, ainda as temos.

“O amor não se ressente do mal”, perdoa. Não permite que o veneno do ressentimento prejudique nossa saúde física e espiritual.

E, finalmente, Paulo nos ensina que “o amor não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade”, mostrando-nos que devemos ser defensores da verdade, da sinceridade, mas não desta sinceridade dura que atira as verdades no rosto dos outros – deixando assim de ser virtude.

A verdade deve ser revelada com psicologia, com cautela, visando construir, e não destruir o semelhante.

***

O amor decompõe-se em muitas cores, em muitas virtudes.

É este sol das almas que buscamos, cada um de uma forma, cada um a seu tempo. Sempre amparados pelo Astro de primeira grandeza que é Jesus, que veio a Terra e permaneceu nestes ares para nos mostrar os caminhos que nos conduzirão ao Criador.

Poesia – Ano que Vem…

No ano que vem
vou fazer um check-up,
reformar os meus ternos,
vou trocar os meus móveis
viajar no inverno.
Como convém.

No ano que vem
vou tratar dos meus dentes,
vou limpar o porão
procurar novo emprego
e trocar o meu carro
e largar o cigarro.
Como convém.

E vou me converter
no ano que vem
registrar a escritura,
vou pagar a promessa
e andar mais depressa
e fazer um regime
neste ano que vem.
Como convém.

No ano que vem
vou pagar minhas dívidas,
apagar minhas dúvidas,
viajar para a França,
estudar esperanto
e escrever pra você.
Como convém.

Se não der, no entanto,
neste ano que vem,
vou deixar de cobrança
do que fiz ou não fiz.
Neste ano que vem,
quero, como convém,
ser, apenas, feliz.

(Sérgio Antunes, poeta e escritor: http://www.sergioantunes.art.br)

Documentário – Desvendando a Maçonaria – Parte 4

O penúltimo episódio da série sobre a maçonaria, com importantes conceitos sobre este fascinante mundo ainda desconhecido.

A Maçonaria é uma religião?

A Maçonaria não é uma religião no sentido de ser uma seita, mas é um culto que une homens de bons costumes. A Maçonaria não promove nenhum dogma que deve ser aceito taticamente por todos, mas inculca nos homens a prática da virtude, não oferecendo panacéias para a redenção de pecados. Seu credo religioso consiste apenas em dois artigos de fé que não foram inventados por homens, mas que se encontram neles instintivamente desde os mais remotos tempos da história: A existência de Deus e a Imortalidade da Alma que tem como corolário a Irmandade dos Homens sob a Paternidade de Deus.

  • A primeira parte pode ser vista aqui;
  • A segunda parte pode ser vista aqui;
  • A terceira parte pode ser vista aqui.

Sucesso Sempre…

2010 – Feliz Ano Novo com Charlie Brown

Snoopy trás ótimas recordações de infância, e para prestigiar este fantástico desenho, escolhi proporcionar aos meus leitores este episódio sobre o Ano Novo, com a turminha mais adorada das séries de desenho. O episódio está dividido em três partes, e todas estão disponíveis abaixo. Bom divertimento e um ótimo Ano Novo para todos.

Sucesso Sempre…

Documentário – Desvendando a Maçonaria – Parte 1

Tá, estamos em um blog voltado para Coaching, e agora me vem um post sobre a Maçonaria? Aqui pergunto, mas o que alhos têm a ver com bugalhos???

Antes de mais nada, vamos tentar entender o porque de estarmos começando uma série de posts com o tema “Maçonaria”, em um blog de Coaching.

Primeiramente, gostaria de agradecer a muitos amigos meus, que me ajudaram a entender um pouco mais sobre este tema tão complexo e cheio de controvérsias.

Agora, vamos entender um pouco mais sobre a Maçonaria, vendo seus pontos chaves. Esta explicação, me veio por parte de um grande amigo, que fazendo parte desta irmandade, pode de uma forma simples, me esclarecer um pouco mais sobre a Maçonaria.

A maçonaria, tem como intuito principal, buscar o aperfeiçoamento de seus membros, de forma humana e espiritual. De uma maneira simples, a Maçonaria transforma o carvão bruto em um belo diamante, retirando suas impurezas e imperfeições.

Partindo deste principio, podemos começar a fazer uma comparação entre a Maçonaria e o Coaching, sendo que o Coaching não envolve os ritos e as tradições Maçônicas. O Coaching, também têm como meta, o aperfeiçoamento humano, trabalhando diretamente com o individuo, em um processo de limpeza, preparação e desenvolvimento, tanto pessoal como espiritual.

O Sucesso de um individuo depende exclusivamente de si mesmo, e da forma como se comporta diante do mundo exterior. Um individuo, com o espírito brando, consciente de suas obrigações e deveres, que vive pelas suas virtudes e pelos seus valores é o individuo que com certeza irá obter o sucesso esperado em sua vida.

Por este motivo, ao encontrar uma serie de documentários explicando um pouco mais sobre a Maçonaria, resolvi ceder um pouco de meu tempo e espaço neste blog para divulgar estas informações.

Espero que seja do agrado de todos, e qualquer outra informação a respeito de Coaching, e como ele pode mudar a sua vida, entre em contato através dos comentários, ou pelo e-mail: douglas.coach@gmail.com

Abraços e sucesso sempre…

Como um velho perdeu sua verruga!!!

Há muito tempo atrás um velhinho morava com sua esposa perto de uma floresta. Na juventude ele fora um belo rapaz, mas à medida que envelhecia, uma feia verruga cresceu-lhe na face, ficando, com a idade, cada vez maior. Durante anos, recorreu a médicos e magos e experimentou pós e poções, mas nada adiantou. Por fim resignou-se com a verruga e tentava mesmo brincar a respeito.

Um dia, o velho precisou de lenha para o fogo; foi então para as montanhas e cortou algumas achas. Fazia um dia fresco de outono e ele se sentia tão feliz que nem viu as nuvens se adensarem. Quando caíram as primeiras gotas, correu a procurar abrigo. Encontrou uma árvore oca e lá se escondeu, no extao momento em que irrompeu a tempestade. Trovões sacudiam as montanhas e raios cintilavam ao seu redor; ele, porém, estava seco e seguro. Depois de muitas horas, a tempestada amainou e o velho saiu de seu refúgio. Ouviu vozes à distância e pensou que seus vizinhos tinham vindo à sua procura. Mas quando viu do que se tratava, pasmou horrorizado – uma horda de gnomos e demônios se aproximava!

Mais que depressa, volou para seu esconderijo na árvore, tremendo de medo. Os demônios chegaram e um dos gnomos – o mais horrendo de todos e obviamente o chefe – dirigiu-se ao seu bando, dizendo com um gesto:

– Vamos dar uma festa aqui.

Então o rei-demônio acomodou-se de costas para o velho, na frente da árvore oca. O pobre homem quase desmaiou de medo.

Os demônios organizaram rapidamente um piquenique e começaram a cantar. O velho observava atônito – nunca vira nada semelhante. Mas quando os demônios começaram a dançar, não pôde conter o riso. Eram desajeitados e deselegantes, e todos pareciam ridículos, dando coices para todo lado e caindo. Finalmente, o rei dos demônios com um gesto ordenou aos dançarinos que parassem.

– Vocês são ruins demais! – disse, se lastimando. – Não existe ninguém aqui que saiba dançar bem?

Ora, o velho adorava dançar e sabia dançar muito bem. – Eu poderia ensinar-lhe uns passos – pensou consigo mesmo, mas não ousava revelar sua presença, temendo que os demônios o matassem. O rei-demônio tornou a perguntar se alguém sabia dançar e o velho continuava dividido entre seu amor pela dança e seu medo dos demônios. O rei-demônio perguntou uma terceira vez e o velho mandou seus receios às favas.

Saiu da árvore e curvou-se perante o chefe dos demônios.

– Eu sei dançar, meu senhor – disse e começou a fazê-lo.

Os demônios ficaram escandalizados por terem um homem em seu meio, mas, bem logo, admiraram a arte do velho. Começaram a marcar o ritmo com seus cascos, acompanhando a música e alguns se juntaram ao velho. Por sua vez, o velho sabia que sua vida dependia de ele dançar bem, de forma que pôs toda sua alma e todo seu coração em seus movimentos e divertiu-se, realmente. Quando parou, o rei-demônio aplaudiu e convidou-o a sentar-se ao seu lado, oferecendo-lhe um copo de vinho.

– Você precisa voltar amanhã para dançar para nós – o rei-demônio disse.

– Gostaria muito de vir – respondeu o velho.

Um dos conselheiros do rei admoestou-o. – Não se ode confiar nos homens. Precisamos ficar com algo que nos dê certeza de que ele vai voltar. – Infelizmente, o velho nada trazia de valor consigo.

– Bem, então – o rei-demônio disse – vou ficar com isto como penhor – e, estedendo a mão, agarrou a verruga do velho e arrancou-a com a facilidade de quem arranca um pessêgo maduro.

– Trate de voltar amanhã – ordenou, e todos os gnomos desapareceram.

O velho mal podia acreditar no que acontecera. Passou a mão pelo rosto e percebeu o quão suave – e simétrico! – estava. Ficou tão feliz, que foi para casa pulando, cantando – e dançando – durante todo o trajeto. A esposa, ao vê-lo livre da verruga, mostrou-se eufórica e ambos celebravam sua boa sorte.

Ora, o velho tinha um vizinho malvado e vaidoso que também tinha uma verruga e que nunca se cansara de procurar um tratamento para ela. Quando soube da celebração, foi espiar e ficou perplexo ao ver que a verruga do velho havia sumido. este homem invejosos imediatamente perguntou o que acontecera e o velho lhe contou a história dos demônios. O vizinho, então, insistiu para ir vê-los, no dia seguinte, em lugar do velho.

No dia seguinte, pois, o vizinho vaidoso rumou para as montanhas e encontrou a árvore oca, exatamente como o velho lhe dissera. E, sem sombra de dúvida, ao anoitecer, o bando de demônios apareceu.

– Onde está o velho que ia dançar para nós? – o rei-demônio perguntou. O mau vizinho rastejou para fora da árvore, tremendo de pavor. – Aqui estou! – disse e começou a dançar. Ele, no entanto, nunca havia aprendido a dançar; considerava a dança aviltante à sua dignidade de forma que apenas pulava de um lado para outro, agitando os braços. Ele achava que os demônios não iriam notar a diferença, porém o rei ficou ofendido.

– Mas que coisa horrível! – o rei-gnomo exclamou. – Você não está dançando como ontem! – O rei não atinara que estava tratando coim outra pessoa porque, a seu ver, todos os humanos eram iguais. – Não dá para agüentar! – o rei-demônio gritou, afinal. Vasculhou o bolo e encontrou a verruga.

– Olhe, devolvo-lhe o penhor.

Dizendo isso, atirou a verruga no homem vaidoso e esta grudou-lhe no rosto e não havia dúvida: tinha duas verrugas, uma em cada face! Esgueirou-se para dentro de casa bem mais trade da noite, e ninguém viu sua cara nunca mais porque, desse dia em diante, passou a usar um chapéu de abas largas, bem enfiado na cabeça.

Quanto ao velho que perdeu sua verruga, ele viveu ainda muito tempo e dançava quando se sentia feliz. O que, na verdade, acontecia quase sempre!